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Lembro-me de ter pensado que, de repente, tinha o coração maior do que o corpo e que lhe sentia os batimentos a latejar na minha garganta, como se todo eu estivesse prestes a explodir. Percebi, ali, do que era feito o amor à primeira vista que já via nos filmes e que era cantado nas músicas que a rádio passava, quando ia para a escola, no carro da minha mãe.

Nunca te esqueças de uma coisa: a capacidade de brilhar não depende da idade. A capacidade de brilhar é intemporal. Não precisa de mais nada, nem de mais ninguém: só de ti. A capacidade de brilhar é uma consequência, única e exclusiva, da forma como lidas com a vida e da vontade que tens de não envelhecer também por dentro.