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Gosto de sentir

Gosto de sentir. E o mundo é tão vasto e permite-nos sentir tanto… Às vezes, alegria, vontade de dançar, um entusiasmo que quase nos explode no peito, uma admiração profunda pela beleza que nos rodeia. Noutras, as emoções que nos custam mais, mas que não são necessariamente más. Refiro-me à tristeza, à falta de crença em nós, à saudade que não se mata, à culpa, à sensação de abandono, ao fim.

Gosto de sentir. Mas, sobretudo, gosto de pensar que tudo o que sentimos vale a pena. Por isso, prefiro não catalogar as emoções de apenas boas ou más. Algumas doem. Nem todas são felizes. É um facto. Mas todas são importantes. De todas podemos extrair algo bom. Todas nos permitem crescer, melhorar, aprender, e viver. E isso nunca poderá ser uma coisa má. Isso é sinal de que estamos cá, vivos, e que há sempre uma oportunidade à nossa frente para fazermos mais e melhor.

Gosto de sentir. E sempre senti tudo de forma muito intensa, quase claustrofóbica, mas também pormenorizada, e analítica, quase fria, como se estivesse sempre a ver-me através de um microscópio. Às minhas emoções e às dos outros, porque todas me deslumbram pelo excessos que cometem, pela lógica que têm, pela história que contam.

Para mim, as emoções são a única coisa que realmente importa. Tudo o resto são acessórios, e caminhos, e coisas materiais e volúveis, até substituíveis, que nos permitem chegar a elas. Mas não é o carro que importa. Não é a casa, com paisagem sobre a cidade, que importa. Nem é sequer o abraço, em si. É a vida que sentimos em nós, quando alcançamos algo que nos apaixona ou quando perdemos algo de que precisamos muito para ser felizes. O coração bate, ou quase morre. O olhar emociona-se. E a voz treme-nos. Os sonhos dançam na nossa imaginação e alimentam-nos por quanto tempo for preciso. A emoção transborda-nos do peito e sorri em nós, daquela maneira límpida e efusiva que não deixa dúvidas algumas de que estamos vivos.

Gosto de sentir. E não fujo do que sinto. Não me escondo debaixo da mesa, nem evito as palavras que dizem as minhas emoções. Pelo contrário. Fico ali, a desventrá-las até às entranhas, como um marinheiro que nunca abandona o navio.

Gosto de sentir. E sinto. Tanto.

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Eu sou a Laura. Sou freelancer em desenho gráfico, ilustração, web design e gestão de redes sociais. Sou também autora de um livro que fala de amor, blogger e uma fervorosa contadora de histórias. Vivo em Londres desde 2013 e sou absolutamente apaixonada pelo meu trabalho. É nas pessoas, nos lugares e nos pequenos prazeres da vida que encontro a maior fonte de inspiração.

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