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Não permitas que o ciúme te destrua

Tempo de leitura: 3 minutos

Amar alguém pode ser genuinamente devastador. E esta ilustração é parte de uma história — “Amar-te tanto” — que escrevi há uns anos para o meu livro e que fala, precisamente, disto.

A personagem — uma mulher completamente apaixonada — não conseguia evitar sentir ciúmes de tudo e de toda a gente, constantemente. Não porque ele, o alvo do seu amor, lhe tinha feito algo terrível, mas porque o amor que ela sentia era tão grande, que acabava por viver constantemente com medo de o perder. Estes pensamentos eram tão dolorosos que, um dia, fez o que jamais alguém deveria fazer: tirou-lhe a vida, a dele. Para, assim, evitar, de uma vez por todas, vir a ser magoada por ele. Para, de alguma forma, voltar a ter controlo nas suas emoções. Para se libertar, finalmente, da sua obsessão.

Claro que esta história, que escrevi, é ficção — embora já tenha sido, e infelizmente ainda venha a ser, a história real de muitas pessoas por este mundo fora. Mas o que eu verdadeiramente quis com esta história foi ressaltar algo importante e que explico a seguir.

É preciso uma enorme coragem para amar profundamente alguém sem nos deixarmos reger pelo medo de, um dia, podermos vir a ser magoados. É como colocarmos o nosso coração, a nossa vida, nas mãos de uma outra pessoa, e isso é algo aterrador para a maioria de nós. Cada um lida com os seus medos da melhor forma que sabe, mas, por vezes, esses medos crescem, e crescem, e crescem, e, de repente, parecem um elefante na sala de estar.

Se te identificas com isto e estás a viver algo semelhante neste momento da tua vida, estas palavras são para ti.

Independentemente do quanto amas, não permitas que o medo e a insegurança te controlem. Mereces mais do que isso. Se algo te incomoda na tua relação, se algo te está a magoar ou a fazer sentir dúvidas, tira um momento para analisar o porquê do que sentes e se é resultado de algo real ou, simplesmente, de algo que tu imaginas que, um dia, poderá vir a acontecer. Independentemente da origem, fala. Diz à pessoa com quem estás que tens inseguranças, o porquê dos teus medos e o motivo pelo qual acreditas que a tua relação não te está a dar a confiança de que precisas para te sentires feliz e em paz. Comunica o que te tem vindo a consumir e cria, assim, uma oportunidade para que a outra pessoa te oiça, compreenda e esclareça — cria uma oportunidade para criar mais ligação e proximidade.

Nos últimos meses, tenho visto pessoas a não conversarem sobre os seus medos e a sentirem-se completamente devastadas por eles. Pessoas que não conseguiam dormir. Pessoas que controlaram a pessoa com quem estavam de formas nada saudáveis. Pessoas que se deixaram levar pela espiral dos pensamentos negativos. Eu sei que eles conseguem transformar-se numa obsessão. Sei que eles conseguem consumir tempo e energia e até saúde. Sei que podes não ter a coragem de explicar ao teu parceiro, ou parceira, o que sentes e o porquê de o sentires. Porque não queres melindrar. Porque achas que não te irá compreender e, no limite, acabarás por perder a pessoa que amas. Ou, simplesmente, porque acreditas que te está a mentir — porque “de certeza que está a esconder alguma coisa”, não é?

Mas, se houvesse uma simples coisa que eu te pudesse pedir para fazeres, apenas uma, uma que poderá fazer uma enorme diferença e fazer desaparecer aquilo por que passas neste momento, essa coisa seria apenas esta:

Fala. Comunica.

Nenhum medo irá jamais desaparecer sozinho, se não criares uma oportunidade para ser ouvida(a), compreendida(a) e esclarecida(o).

E está nas tuas mãos decidir como queres viver os próximos dias, meses ou anos da tua vida.

E, então, como vai ser?

Eu sou a Laura. Sou uma apaixonada contadora de histórias, e autora de um livro que fala de amor. Sou desenhadora gráfica e ilustradora, a viver e a trabalhar no centro da fantástica cidade de Londres. Em 2014, criei o blog "apeteces-me", que chamou a atenção de uma editora nacional, Marcador, depois de se ter tornado algo popular com mais de 130.000 seguidores no Facebook, e foi assim que me tornei autora de um livro. Completamente apaixonada pelo meu trabalho, é nas pessoas, nos lugares e nos pequenos prazeres da vida que encontro a minha maior inspiração.

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