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É urgente nunca desistirmos de nós!

Tempo de leitura: 4 minutos

É urgente sorrir. É urgente sorrir só porque sim. Só porque se está vivo. É urgente apreciar a vida e aprender a ver beleza nas coisas simples, mesmo nos dias mais complicados. É urgente abrir o nosso horizonte e apreciar o que nos rodeia, apesar de o termos sempre ali à mão. Não nos limitarmos a olhar, mas a ver com atenção. Sim, é urgente apreciar a vida, porque ela ainda não é eterna!

É urgente sonhar mais. Levantar os pés do chão e sonhar com coisas possíveis, mas também impossíveis. Permitir que os sonhos tragam cor e motivo à nossa vida. Sonhar com gosto e ir atrás de cada sonho — até ao fim do mundo, se for preciso, e independentemente do que nos dizem. É urgente acreditar que quase todos os sonhos são possíveis, se não esperarmos sentados que eles aconteçam sozinhos. Se fizermos por isso. Sim, é também urgente acreditar que nunca se é velho demais para lutar por um sonho, nem para mudar a vida toda por ele!

É urgente escolher as pessoas certas para a nossa vida. E perceber que nem todas as que queremos connosco são aquelas que nos fazem bem. É urgente aprender a deixar ir quem não nos pertence. E não ir atrás, não insistir, não colocar o outro sempre em primeiro lugar, sofrendo por quem não merece. Deixar ficar apenas aquelas que nos tratam bem, que nos valorizam, que nos motivam, que se partilham connosco e que precisam também de nós. Sim, é urgente manter apenas quem deve e sabe ficar!

É urgente sermos mais brandos. Deixar de esperar tudo dos outros, se nós não damos tudo também. Deixar de exigir que os outros sejam perfeitos, se nós também não somos perfeitos. É urgente comedir os comentários maliciosos, racionalizar as raivas, apaziguar as revoltas, relativizar as dores e domesticar as exigências. E estender a mão ao outro mais vezes. Ouvir o outro mais vezes. Sem julgamentos!

É urgente viver. Sem nos deixarmos coibir pelo medo. Pelo medo de sofrer, de arriscar, de seguir o coração. Pelo medo de não se ser suficiente. Pelo medo da exposição. E até pelo medo de não se ter já «idade para…». É urgente fazer destes medos o trampolim para voarmos mais alto, para sermos melhores, para arriscarmos mais, para sermos felizes. É urgente memorizar que o medo faz parte de todas as grandes decisões. Todas! E que não é por isso que vamos falhar ou sofrer. Sim, é urgente aceitar o medo e, mesmo com ele, arriscar mais, arriscar tudo e viver!

É urgente respirar fundo. E aprender a fazer uma pausa, mesmo quando o mundo continua a exigir de nós tudo. É urgente refletir no que se quer, no que se sente e naquilo que é melhor para nós. E, se o melhor para nós for não pensarmos em nada, bloquearmos a dor, rejeitarmos a preocupação, é urgente fazê-lo. É urgente filtrar os pensamentos que nos fazem mal e alimentar apenas aqueles que nos fazem sentir mais leves, mais felizes. Parar e avançar apenas quando estivermos seguros. Sim, é urgente respeitarmos o nosso próprio ritmo!

É urgente comedir as lágrimas. E não deixar que elas nos toldem os dias, que elas definam quem somos aos nossos olhos e aos olhos dos outros. Que elas falem sempre por nós. É urgente aceitar que as lágrimas não mudam a vida só por existirem, não nos trazem de volta quem partiu e não nos tornam mais dignos de respeito e de amor só porque as choramos aos litros. Sim, é urgente chorar menos e dizer mais. Dizer o que nos incomoda. Dizer o que nos magoa. Dizer basta!

É urgente não querer sempre tudo. E aprender a dar valor ao que temos. Antes que seja tarde demais. É urgente perceber que há alturas em que devemos querer mais, tudo, mas que há outras em que o que temos já chega, já é mais do que alguma vez pensámos ter, do que queríamos. Sim, é urgente deixarmos de nunca estar satisfeitos com nada e passarmos a dar mais valor ao tanto que já temos!

É urgente ser fiel a quem somos. E não deixar que o mundo nos anule com os seus preconceitos, as suas limitações e expetativas. É urgente sermos verdadeiros, genuínos, autênticos. E dizer o que nos incomoda, o que nos aflige e o que nos falta, com a mesma naturalidade com que dizemos o que nos faz felizes. É urgente aceitarmo-nos a nós da mesma forma que aceitamos o outro. É urgente, mesmo assim, querermos, por iniciativa própria, ser cada vez melhores do que somos!

É urgente amar. Levantar um pé do chão, durante um beijo, e ronronar durante um abraço. Fazer promessas de amor para sempre, mesmo que o «para sempre» seja apenas até à próxima semana. É urgente beijar de olhos fechados; fazer amor lentamente; deixar recados no espelho da casa de banho; rir a dois e aprender a chorar, a todos os pulmões, abraçado ao outro. É urgente acreditar que a vida acaba, quando acaba um grande amor. Sim, é urgente amar, cega e apaixonadamente!

Por fim, mas não menos urgente, é urgente nunca desistirmos de nós. Mesmo quando um sonho não se realiza. Mesmo quando um grande amor acaba. Mesmo quando não conseguimos ir ao nosso ritmo. Ou mesmo quando houver dias em que não conseguimos apreciar o lado mais luminoso da vida. É urgente não desistirmos nunca de quem somos e da vontade de sermos felizes. É urgente valorizarmo-nos e exigirmos que nos valorizem. É urgente sermos os primeiros a gostar de nós!

E é urgente todos os dias!


Eu sou a Laura. Sou uma apaixonada contadora de histórias, e autora de um livro que fala de amor. Sou desenhadora gráfica e ilustradora, a viver e a trabalhar no centro da fantástica cidade de Londres. Em 2014, criei o blog "apeteces-me", que chamou a atenção de uma editora nacional, Marcador, depois de se ter tornado algo popular com mais de 130.000 seguidores no Facebook, e foi assim que me tornei autora de um livro. Completamente apaixonada pelo meu trabalho, é nas pessoas, nos lugares e nos pequenos prazeres da vida que encontro a minha maior inspiração.

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1 Comment

  • Sexta-feira, 21 Junho 2019
    reply

    rui cruz

    Sabemos que a Felicidade é como tantas outras metas a atingir, como a Igualdade ou a Liberdade, tudo o que ali disseste acaba por ser uma espécie de mecanismo de hábitos que devemos não esquecer de praticar, é de facto uma atitude perante um facto que nunca se manifestará, nós sabemos isso, mas também sabemos que somos feitos de estações, em nada diferentes do calendário sanzonal’ dos anos, a Primavera, aquela que tantos aspiram respirar, o Verão, que muitos mais esperam chegar, para mergulharem nas águas do mar, para lavarem a alma e darem cor ao corpo, o Outono, esse período sempre de transição, só porque o Inverno já espreita e nos espera para a reflexão, para um estado de maior reflexão ou introspecção, enfim, todo um tempo de maior intimidade, falo nas estações do ano, porque nós somos feitos também dessas influências temporais, pois para além daquele clichê de que somos o que comemos, também somos o que pensamos e sentimos, e somos a maior parte do tempo que vivemos, um bocado o que os outros à nossa volta são, refiro-me ao trabalho, aquele lugar onde se fundem objectivos a atingir e esforços comuns para nos igualarmos, mais do que isso, onde teremos certamente pressões vindas do nosso semelhante, daquele colega que é mais competitivo, ou mais agressivo, ou mais empenhado nas funções que exerça, aí, estabelece-se logo à partida, uma lacuna no tempo que seria para os tais hábitos a que te referes, os que seriam exclusivamente nossos e só para nós, esses, desaparecem quase que na totalidade, só esse intervalo nas nossas intenções ou necessidades, fará com que algo em nós esmoreça, amoleça, se distraia da tal meta a que nos havíamos proposto atingir, quem diz o trabalho, diz todos os restantes instantes em que estejamos acompanhados, em suma, existe sempre todo um mundo de influências, vibrações ou energias, como queiras, que nos impedem de progredir nessa tarefa tão nobre como útil, a de nos conhecermos melhor a cada passo que dermos na vida, seja com que atitude for, pois esse mecanismo da vida, atrasar-nos-à eternamente, como se tivéssemos como opção e só por força da nossa vontade, liberdade de escolher saltar, falas em escolhas, até chegarmos mais alto do que o último salto que demos, mesmo essa liberdade de escolha ou hábito por si só, está subjugado à força de gravidade que nos atracará sempre à terra, dito isto, sob a minha perspectiva, tudo que ansiemos fazer, ter ou realizar, não depende nunca só da nossa vontade, essa não basta, nunca basta, logo, ao descobrirmos isso, ser-nos-à mais próspero, ou progressivo, ou até mesmo evolutivo, pararmos no espaço, deixarmos a terra rodar e com ela o tempo com todas as coisas que deambulam sem sentido nem lógica, coisas’ que pairam no ar como pó ou poeira, que seja, mas que por obra do desconhecido, físico ou etéreo (os ventos, as temperaturas do ar, o calor, a chuva, etc), acabam por nos mostrar os sinais que necessitamos ler, para nos construirmos sem qq esforço, bastando para isso, acreditar, que acaba por ser também o resultado de um hábito como outro qualquer, talvez mais mental do que racional ou emocional bem sabemos, que os sinais que encontrarmos pelo caminho da vida, são os verdadeiros leaders* da nossa vontade, são os que nos demonstrarão de verdade, as formas a que nos devemos adaptar para acompanhá-los a voar*, sim voar, pois a mente não tem limites nem hábitos adquiridos que a impeça de o fazer…e aí sim…acredito profundamente que acabamos por sermos mais felizes, mais livres e mais isentos de qq culpa existencial, sim culpa, porque ninguém morrerá imaculado, é o impossível, mas é um só obstáculo que teremos de contornar e não todo esse estojo de primeiros socorros que nos forneces, vitais para muitos e fatais para outros, bem sei, mas que para mim, sem querer ser alguma espécie de excepção às mil e uma regras que ensinas, e bem, são já desnecessárias.

    I’ve got the meanings already…now I live for the end (conclusions) of all…and it’s Life that provides me that priviledge, beleive me…not a book…not a License…not an Academy…nothing from reality wil teach me anything radically new!

    Laura, tu és uma grande Senhora Artista* com letras e palavras, és Mágica com os meios e os objectivos das mesmas, és rica de informação e emoções, tens todos os ingredientes necessários para cozinhares’ o Destino’ de todos nós, a partir de ti, da tua vivência e experiência em vida…e não dos canhangos’ de psicologia que aplicas em tudo o que reproduzes.
    Perdoa-me se ocupei indevidamente este espaço de diálogo, mas sei que este pode ser só meu, podes apagá-lo, ou emoldurá-lo, que o resultado seria o mesmo. Obrigado por me ouvires…como sabes, eu sinto algo’ muito especial pela tua pessoa, inspiras muito carinho, talvez por te deixares ser muito vulnerável para aceitar e compreender as dúvidas ou as interrogações que os outros trazem com eles, um trabalho deveras extenuante, acredita! 🙂

    Um abraço bem amigo.

    rc

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