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O caminho que nos ensina

Há momentos da nossa vida em que desejamos tanto ir por um caminho diferente. Estamos fartos dos obstáculos, das dificuldades. Estamos fartos de não saber como agir, o que fazer, o que dizer. Estamos fartos de não saber o que sentir. Fartos, sobretudo, da dor. Nesses momentos, a vida encosta-nos à parede e não nos dá outra alternativa senão aguentar. Aguentamos a custo. Sentimos tanto. Choramos. Questionamos tudo. E, no âmago, só temos espaço para desejar para nós um caminho diferente, que seja mais leve.

Mas, por vezes, esse caminho mais leve não é o melhor para nós. Porque aquilo de que precisamos, para a nossa vida, é de ir pelo caminho mais difícil — pelo que tem mais obstáculos, pelo que dói mais no corpo, pelo que nos faz sentir não ter alternativa. E aguentamos a (muito) custo. Sentimos tanto (e tudo). Choramos tanto (e tudo). Questionamos tudo (e tantas vezes). Até percebermos que há sempre alternativa. Até sermos invadidos por uma força interior que nos dá, finalmente, a certeza de que somos capazes de enfrentar e superar tudo.

E ressurgimos. Com mais força. Adaptamo-nos. Reinventamo-nos. E percebemos, por fim, que, afinal, esse caminho tão difícil era necessário. Para crescermos. Para mudarmos. Para evoluirmos. Para vermos a vida de uma forma diferente. Para aprendermos uma forma diferente de existir. Uma forma melhor, e mais sábia, de existir. ↟  

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Dizer não

Aprender a dizer não. Dar passos a um ritmo que seja o nosso. Reconhecer que qualquer realidade pode assumir mais do que uma tonalidade, dependendo de quem a vive e sente. Respeitar essa diferença. E respeitar, acima de tudo, que essa diferença é razão suficiente para se querer e sentir algo diferente do outro. Aprender a dizer não, mesmo quando o mundo inteiro nos força a um sim — quando é a resposta mais difícil. Aprender a dizer não ao outro, mas também a nós mesmos — porque, por vezes, também é preciso.  

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Deixar ir

É preciso deixar ir. É preciso cortar de vez a ligação com o passado. É preciso abandonar as recordações que nos prendem ao que foi. É preciso perder o medo de construir memórias novas e ganhar fôlego para viver intensamente o que aí vem. É preciso olhar ao espelho e voltar a admirar os milhares de pormenores bonitos de que somos feitos e que, por vezes (tantas), esquecemos ter no meio da rejeição, da desilusão e da dor. É preciso agradecer quem está, quem fica, quem permanece ao nosso lado, mas também quem esteve e decidiu ir — pelo que nos deu enquanto esteve e pelo que nos deu ao ir: a liberdade para encontrar algo melhor para nós, que nos dê (e acrescente) o valor que merecemos.  

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Valer a pena

Enquanto houver luz e sol; enquanto houver mar imenso a desbravar caminho na areia salgada; enquanto houver vento suave no rosto em finais de dias de verão; enquanto houver o doce paladar do pão quente; enquanto houver janelas abertas, de par em par, para deixar entrar a brisa fresca das noites; enquanto houver cantorias da alma mesmo em dias de maior tempestade; enquanto houver abraços que reconfortam, e palavras que compreendem, e mãos que se estendem para amparar os dias, e que curam feridas; enquanto houver vontade de fazer promessas que se perpetuem no tempo e na vida; enquanto houver sonhos que tornem os dias mais cheios; enquanto houver segredos que dancem entre nós, e nos aproximem muito mais do que nos afastem; e enquanto houver silêncio profundo e calmo, que saiba trazer de volta a magia de admirar o mundo e absorver cada mínimo detalhe de que ele é feito: haverá sempre, viva em mim, esta menina pequena que abre os olhos grandes (de profundo espanto) à vida, deslumbrada com os mais pequenos detalhes*.

* São eles que fazem a vida valer a pena.  

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Pessoas bonitas

Pessoas bonitas não se trazem a si próprias sempre com um sorriso no rosto, mesmo quando o mundo se abate sobre elas. Pessoas bonitas não dizem sempre a palavra certa. Pessoas bonitas também não são aquelas que estão sempre bonitas por fora — no jeito da camisa, na leveza do cabelo, no cheiro da pele, no sorriso leve. Até porque o sempre, aqui ou em qualquer outra frase, é demasiado finito.

Pessoas bonitas são aquelas que se trazem a si próprias exatamente como são: imperfeitas. Para se darem inteiras. Genuínas. Para se darem à vida, e aos outros, de peito aberto, com leveza e sabedoria.  

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Coragem

Somos mais felizes quando respeitamos a nossa essência e a nossa verdade. E quando nos enchemos de coragem para decidir o nosso próprio caminho. Mesmo que esse caminho não seja o mais fácil. Mesmo que essa verdade não seja a mais bonita, a mais facilmente dita. Mesmo que essa essência, de que somos feitos, tenha inúmeros defeitos, contenha inúmeras falhas.

[Que nunca nos falte a coragem, a lucidez e a autonomia para decidirmos a vida de acordo com a nossa vontade e verdade.]  

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Recomeçar

Apesar do receio de se tomar a decisão errada; apesar de até as certezas maiores também terem dúvidas dentro; apesar da coragem enorme de que se precisa para decidir e seguir em frente; apesar do medo do que vem a seguir; apesar de se saber que até a decisão que, hoje, parece ser a mais certa se pode transformar, amanhã, na mais errada de todas; apesar da opinião e dos juízos de valor dos que estão de fora; apesar do orgulho e da vergonha de se poder ver as expectativas quebradas; apesar da vontade gigante de que tudo dê certo, elevando as expectativas e, com isso, o risco de uma maior desilusão; apesar do medo de não se ter condições suficientes, de não se ter apoio suficiente, de não se ter experiência suficiente, de não se ter razão suficiente, de não se ter coragem suficiente: cada novo dia é sempre um bom dia para recomeçar. Se quisermos muito.

Com a consciência de que o que mais importa não é tomar uma decisão sem riscos, uma decisão sem falhas, uma decisão sem medos, mas antes tomar a decisão que se sente precisar de tomar. Para se estar de bem com a própria consciência. Para se ser mais feliz — ou, pelo menos, para se tentar.  

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Respirar fundo

Respirar fundo. Saber que há dias menos bons a que todos nós temos direito. Dias em que gostamos menos de quem somos. Dias em que nos aturamos menos. Dias em que queremos ser mais do que somos. Respirar fundo e saber que as palavras menos boas que nos dizemos são apenas reflexo de querermos fazer melhor — porque, no mais fundo de nós, acreditamos ter essa capacidade. Respirar fundo e saber que há dias menos bons que, por vezes, acabam por se tornar nos melhores de todos. Sem estarmos à espera. Se deixarmos. Se percebermos que há uma certa sabedoria em permitir que as horas e os momentos sigam o seu próprio rumo. Se nos deixarmos levar pelo inesperado da vida.

Respirar fundo e saber que respirar fundo não resolve nada só por si. Não transforma as coisas más em coisas boas. E não chega para trazer soluções para os problemas duros da vida. Mas ajuda tanto.

Ajuda a ter calma. Ajuda a dar espaço e tempo à vida — a vida em nosso redor e a vida em nós. Ajuda a aceitar melhor que nem tudo precisa de ser perfeito — que nós próprios não precisamos de ser perfeitos. Que apenas precisamos de ser. Porque ser já é tanto. Estarmos vivos é já tanto.  

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Laura Almeida Azevedo
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